LG apresenta novo relatório trimestral de finanças

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Era pra ser mais um dia como qualquer outro, se não existisse um grandioso adendo: a LG publicou, ontem (31/10), o relatório financeiro do terceiro trimestre desse ano. Desde o começo de 2016, a empresa sofre perdas e mais perdas em sua divisão móvel, enquanto todas as outras divisões reportam lucros grandes, apresentando até “os maiores lucros da história”. Nesse trimestre, não foi diferente. Porém, a história foi outra: a empresa registrou ganhos em 75% de suas divisões divulgadas no relatório (Veículos, Celulares, Home Appliances e Home Entertainment). A única divisão da empresa a apresentar prejuízo foi… a divisão móvel. Mais uma vez.

A divisão móvel enfrentou queda de 23% frente a 2015, com prejuízo de, pasmem, 389,4 milhões de dólares. A LG enviou “apenas” 13,5 milhões de smartphones e, pasmem novamente, o mercado que mais cresceu foi… o da América do Norte, com alta de 14%. Esta alta aparentemente pode ser explicada pelo lançamento do LG V20, que poderia muito bem ser o LG G5, mas não foi e é taxado por aí como underrated. Dentre as despesas da empresa, uma chama a atenção: ações de melhoria na estrutura da divisão, para se preparar para futuros desafios (e evitar que esse fiasco aconteça de novo). Enquanto isso, no Brasil, as linhas K e X vão segurando as pontas, enquanto o G5 SE sofre uma redução de preços absurda por… aparentemente, não vender.

O restante vai muito bem, obrigado: na divisão de TVs e afins, a LG apresenta o maior lucro operacional da história, com 340 milhões de dólares e margem de lucro de 9,2%. O OLED fez diferença no final. Porém, as vendas caíram em 3,4% frente a 2015, mas nada como algumas cócegas na receita de 3,7 bilhões de dólares. A divisão de aparelhos de ar-condicionado e home appliances sobe 3% ao ano e tem lucro operacional de 305,9 bilhões de dólares, com alta de 40% frente a 2015. Destaque para a venda em países como Oriente Médio, África e América Latina, mesmo com câmbio desfavorável. A divisão de veículos teve perda operacional de 14 milhões, um pequeno montante frente aos 602 milhões de dólares de lucro. Motivo? Investidas em pesquisa.